Concurseiro

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Quem lê esse título pode pensar que é brincadeira né? Mas não é. Isso realmente aconteceu.

Eu sempre venho defendendo a realização de concursos por empresas especializadas na área, para evitar vários problemas, e depois dessa, acabo reforçando ainda mais a minha tese.

Um concurso para a prefeitura de Taubaté-SP, realizado pela própria prefeitura de Taubaté, trouxe algumas questões e respostas inusitadas para seus candidatos. Uma das questões perguntava de qual edição do Big Brother Brasil participaram Alexandre, Bianca e Fernando. Sinceramente, isso é conhecimentos gerais?

Mas não ficou só por aí não. Uma das questões, perguntava quem era o atual presidente da câmara de vereadores de Taubaté. Até aí, é uma questão normal, porém, não tinha a alternativa correta, que seria Luiz Gonzaga Soares, que ficou indignado com isso.

Resumindo, quer fazer concurso, deixa com quem sabe.

TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Rio de Janeiro abriu concurso para cargos de técnico e analista judiciário, a prova será realizada pela Cespe/UnB.

Com 30 vagas e salário de R$ 5.484,08 a R$ 6.295,11 para nível superior, o candidato poderá escolher entre três áreas de atuação:

  • Judiciária;
  • Administrativa;
  • Judiciária na especialização de execução de mandados.

Já para os cargos de técnico judiciário, são 54 vagas para a área administrativa, e a remuneração é de R$ 3.780,13, mais gratificações.

Para fazer sua inscrição e saber mais informações sobre data e horário, local da prova, acesse a página do concurso no site da Cespe.

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Vitória ou Derrota dos Concurseiros?

Planejamento é essencial para qualquer atividade, e não podia deixar de ser na preparação de um concurso. Através de dados estatísticos, as entidades prevêem quantos funcionários precisarão ser contratados durante a validade do concurso.

Não são poucos os casos de pessoas que passaram em um concurso, e não foram chamadas, e tiveram que entrar na justiça para conseguir suas vagas. Já vimos aqui a história da Maria e também já dei algumas dicas de como conseguir sua vaga, mas dessa vez, o caso foi diferente, e até a legislação foi modificada.

Cerca de 71 pessoas que haviam passado num concurso no em Várzea Grande e Santo Antonio de Leverger (MT), entraram na justiça, pois haviam passado, e não tinham vagas, para eles preencherem na região, porém, havia em outras regiões do estado, mas pela lei, eles não podiam ser lotados em outras cidades do estado.

Em novembro de 2007, em audiência com o governador, eles pediram para atuar em qualquer outro local. O governador Blairo Maggi, aceitou, desde que a legislação permitisse. E assim foi feito. Fizeram a legislação permitir:

“O concurso público e as vagas estabelecidas no edital poderão ser dispostos por região ou municípios-pólos, a critério da Administração Pública (§ 2º). A Administração Pública, (…) quando não forem preenchidas todas as vagas existentes em determinada região ou município-pólo, poderá aproveitar os candidatos classificados e excedentes dos demais pólos (§ 3º)”, diz trechos da LC 238.

A lei é estadual (Mato Grosso).

Agora vamos refletir um pouco. Será que esse projeto de lei é bom, ou ruim para os concurseiros?

Não seria melhor, fazer o concurso para cadastro reserva, como vem sendo o concurso do Banco do Brasil, e a Caixa Econômica Federal? Assim, ninguém é aprovado e todos ficam na fila, e vai evitar processos.

E se caso uma pessoa fique em primeiro da fila de espera de algumas vagas de algum concurso, mas ao invés de chamar ele, chamarem os candidatos que estão “sobrando” em outra região, será que ele iria aceitar?

Deixo o espaço aberto para discussão. Essa lei é uma vitória ou derrota dos concurseiros?

Fonte: O Documento

Muitas vezes, me perguntei, porque empresas grandes como a Petrobrás, não fazem seus próprios concursos, ao invés de passar para faculdades especializadas nisso. Com isso, além de ter total controle da seleção, eles ganhariam um dinheiro a mais. Será?

A prefeitura de Feira de Santana, em Salvador na Bahia, fez um papelão com os candidados do concurso público, que seria para o preenchimento de 914 vagas. Com 16 mil, inscritos, a grande maioria das pessoas não sabia nem onde seria feita a prova. Até aí, o candidato pode ser culpado, mas… continue lendo.

Além dos candidatos não terem chegado ao local da prova, as provas não chegaram em alguns lugares também. Isso demonstra a falta de respeito da prefeitura com os candidatos.

A desculpa explicação da prefeitura, foi que o coordenador da empresa que prestou consultoria à eles sobre o concurso, sofreu um enfarto. Tá, mas, sendo uma empresa, eles deveriam ter um substituto, correto? Senão, poderia ser apenas “o consultor da prefeitura para o concurso sofreu um enfarto”.

E como sempre, quem saiu perdendo?

Chego a conclusão, de que vale a pena mesmo, contratar uma instituição competente, para cuidar do concurso, para que candidatos não saiam perdendo. Como sempre.