As dicas que eu tinha, quando tinha dúvida da minha profissão era: “Faz o curso que você gosta, que você vai ser feliz!”. Que bom seria se fosse assim né? Hoje, depois de pensar um pouco mais, decidi o que quero fazer, de verdade.
Desde o começo desse ano, venho fazendo algumas provas de concurso, sem estudar é claro, até que tomei vergonha na cara, e estudei realmente para o concurso do Banco do Brasil. Comecei a estudar em cima da hora, e talvez devido a isso, ou talvez por incompetência minha mesmo, eu não consegui fazer o mínimo em conhecimentos bancários. Se tivesse feito pelo menos o mínimo havia me classificado com 71 pontos.
Depois disso, comecei a refletir bastante sobre minha vida. Se é tão fácil estudar e passar em um concurso, porque estou ainda, lutando pra terminar minha faculdade, que nem direito de fazer concurso com nível superior em área de informática eu tenho? Sim, é um curso técnico.
O trabalho desenvolvendo sistemas, é estressante. Você vê código o dia inteiro, a noite inteira, e muitas vezes até na madrugada. E o pior, o salário dificilmente é justo. Por causa disso estava prestando concursos, e logo que comecei estudar, percebi, que o que eu gosto mesmo, é de ganhar dinheiro, não importa muito a função, desde que seja um trabalho digno, e que eu seja capaz de fazer, se isso for me fazer ganhar dinheiro, é isso que eu quero.
Cansei de sofrer, trabalhar, fazer horas-extras, e não ver resultado. Então por isso, minha decisão, de abandonar meu cuso no segundo ano, e começar o curso de direito no ano de 2008. Foi uma escolha muito difícil, mas é isso que eu quero: Ralar pra caramba, pra passar em concursos!
Direito tem muita concorrência? Sim, é verdade, mas e daí? Qualquer área tem muita concorrência, e ainda acho que a concorrência na área de informática é muito maior.
Boa sorte pra mim nessa nova empreitada!
8 Responses
Danilo via Rec6
November 6th, 2007 at 9:41 am
1No que um jovem deve pensar antes de escolher sua profissão? | Concurseiro….
Várias dicas interessantes que ajudam muitas pessoas a escolher sua profissão!…
Patty
November 6th, 2007 at 3:02 pm
2=]
Plinio Marcos Moreira da Rocha
November 11th, 2007 at 2:28 pm
3Prezado Danilo,
Em Respeito a sua “tenra idade”, e principalmente, aos seus presumíveis Valores referenciais de Educação, Caráter, Maturidade, Percepção e Moral, gostaria que você se dispusesse a refletir sobre as seguintes considerações:
- Quanto a “percebi a grande ilusão que a escola, meus pais, e principalmente, meu Ego.
As dicas que eu tinha, quando tinha dúvida da minha profissão era: “Faz o curso que você gosta, que você vai ser feliz!”. Que bom seria se fosse assim né? Hoje, depois de pensar um pouco mais, decidi o que quero fazer, de verdade.”
A Vida Profissional abrange aspectos que interferem diretamente na possibilidade de atingirmos a “Felicidade”, portanto, nos adaptarmos, mais ou menos, em relação a estes aspectos, será tarefa decisiva na qualidade da “Felicidade” alcançada, razão pela qual, você verá que muitos de nós, na Via6, apenas e tão somente, estamos buscando elementos intrínsecos ao nosso Eu, para atingirmos esta “Felicidade”, portanto, esta busca é ininterrupta e esta relacionada à própria “Felicidade”, independentemente de qualquer outro referencial, onde o fator preponderante é a nossa capacidade real de interagir com outros, a despeitos de possíveis e intransponíveis conflitos.
A Vida Profissional, quando respaldada, por “Faz o curso que você gosta, que você vai ser feliz!”, tem sua CARGA (concreta / abstrata) suavizada, de tal forma, que mesmo sob pressão, seu desempenho tende a fluir normalmente, possibilitando que esforços estremados e esporádicos não sejam um martírio, quando então, o sofrimento, de tal forma exarcebado, é muito difícil de suportar, em total contra oposição, quando você não gosta e nem se identifica com o que faz, certo é, que sua Vida Profissional, mera questão de sobrevivência, é um constante martírio onde sua CARGA abstrata toma forma concreta de peso insuportável.
A Vida Profissional, nos obriga a criar “refúgios etéreos (imaginar uma necessidade) e concretos (espaços onde atuamos em função desta necessidade)” que nos permitem expandir nossas “criatividades” e “desenvolvimento”, muitas vezes “sufocados”, pela insegurança e/ou incompetência alheia, razão pela qual, AMAR o que você faz é preponderante, bem como, expandir sua atuação nestes refúgios pode ser a “válvula de escape” para atingirmos concretamente alguma realização profissional, com conseqüente Paz de Espírito.
Portanto, até que ponto, de fato, nós estamos iludido, quando confrontamos a realidade da Vida Profissional com nossas expectativas ?
Bem, ousaria dizer, que esta ilusão não esta relacionada com o prazer em fazer o que se gosta, e sim, com relação ao nosso desempenho e eficiência em administrar os relacionamentos, que são naturais (sinceros e artificiais) durante a Vida profissional; potanto, a nossa pouca percepção, dos fatores que envolve um relacionamento, bem como, a dificuldade que é mantê-los, quando ocorre conflito de interesses, nem sempre nobres.
Todos vivemos isto desde nossa infância, porem, poucos de nós, dão a devida atenção a estas dificuldades, que de alguma forma, são superadas ou esquecidas.
- Quanto a “Se é tão fácil estudar e passar em um concurso, porque estou ainda, lutando pra terminar minha faculdade, que nem direito de fazer concurso com nível superior em área de informática eu tenho? Sim, é um curso técnico.”
Muito se fala sobre Concurso Público, normalmente sem propriedade, muito na certeza de alimentar um estereotipo indesejado de “sangue sugas” de um Governo, mas gostaria de esclarecer que, um Concurso Público é um desafio, que tem em suas “vantagens”, o seu grau de dificuldade, isto é, os “benefícios” são tantos que “TODOS” querem, mas somente os “melhores” terão a oportunidade de alcançar, portanto, o que Você quer, muitos fazem por onde Conquistar.
Com relação ao Concurso na Área de Informática, acredito que a descriminação da discriminação em relação ao cargo de analista de sistemas seja o responsável, uma vez que, O Cargo de Analista de Sistemas ter status de nível superior, o mesmo só poderia ter tal exigência quando a REGULAMENTAÇÃO da PROFISSÃO estiver sancionada, pois, esta à décadas tramitando no Congresso Nacional, com relação a isto, sugiro a leitura do meu artigo “Tratamento Inconstitucional aos Candidatos ao Cargo de Analista de Sistemas, http://www.via6.com/topico.php?tid=112705 .
- Quanto a “O trabalho desenvolvendo sistemas, é estressante. Você vê código o dia inteiro, a noite inteira, e muitas vezes até na madrugada. E o pior, o salário dificilmente é justo. Por causa disso estava prestando concursos, e logo que comecei estudar, percebi, que o que eu gosto mesmo, é de ganhar dinheiro, não importa muito a função, desde que seja um trabalho digno, e que eu seja capaz de fazer, se isso for me fazer ganhar dinheiro, é isso que eu quero.”
Apesar da descriminação, da discriminação, em relação ao cargo de Analista de Sistemas, não raro encontrarmos Profissionais bem remunerados, até sem nível superior, portanto, a medida que se atinge a excelência, excelentes se tornam as remunerações, é claro que nesta área também existem os “apadrinhados”, mas existe espaço para a competência, e é justamente por ser um cargo, eminentemente técnico, que é estressante e extrapolar em carga horária.
- Quanto a “Cansei de sofrer, trabalhar, fazer horas-extras, e não ver resultado. Então por isso, minha decisão, de abandonar meu cuso no segundo ano, e começar o curso de direito no ano de 2008. Foi uma escolha muito difícil, mas é isso que eu quero: Ralar pra caramba, pra passar em concursos!
Direito tem muita concorrência? Sim, é verdade, mas e daí? Qualquer área tem muita concorrência, e ainda acho que a concorrência na área de informática é muito maior.”
Me parece que você esta centralizando na Área de Informática problemas que existem em qualquer Área Profissional, portanto, apenas e tão somente, mudar a Carreira não é garantia de que deverás “continuar a sofrer”…
Me parece também, que deves ter o mesmo “gosto” pelo Direito como tens pela Informática, pois, caso contrário, seu sofrimento em Informática, se transformarão em um verdadeiro “calvário de martírios”.
Me parece também, que no País dos Advogados, escolher a Área de Direito é a mais “acertada”, porem, deves ter cuidado com relação a esta opção, pois, se você for “racional” como Eu, seu futuro como Advogado, ou qualquer função relacionada, estará “fadado” ao “fracasso”, uma vez que para nós é muito difícil, quase impossível, enxergar o “laranja” como um “amarelo avermelhado”, isto é, “laranja” é “Laranja” e “Amarelo” é “Amarelo”, não tenho “estomago” para transitar em conceitos.
A partir daqui colocarei minhas experiências pessoais de forma a auxiliá-lo na sua reflexão:
Em 1976, abri mão de uma carreira no Citibank, do que não me arrependo, causada pelo Concurso Público para o Instituto de Resseguros do Brasil, o que de fato foi muito importante para a Mim, mas a maior frustração de minha se deu em função deste Concurso, uma vez que, havia feito uma Opção de VIDA e não imaginava que Ela algum dia estaria atrelada à “vontades políticas” manipuladas por interesses outros que não às vontades políticas de criação do IRB, portanto, um Concurso Público pode nos dar um sentimento de definitivo, em relação a coisa que, de fato, não é definitiva, ainda mais quando, no meu caso, esta colocação se dá sob uma pressão emocional que desestruturam qualquer um sozinho, imagine então, quando envolve a sua Família, aqueles a quem deves explicações sobre “vontades políticas” inaceitáveis e injustificáveis.
Durante meus 18 (dezoito) anos como Funcionário de IRB, não foram poucas as vezes em que me senti sufocado pelas restrições a mim impostas, mas sempre que isto ocorria, procurava no mercado de trabalho algum ambiente em que pudesse extravasar minhas necessidades de realização pessoal, isto me obrigava a trabalhar fora do expediente do IRB, mas se concretizava em realização, valia a pena.
As poucas vezes que me dediquei a refletir sobre esta realidade, a VIDA Profissional, muitas delas chequei, em princípio, a mesma conclusão que Você, porem, ao continuar minhas reflexões entendi que nunca conseguirei ser um Advogado, razão pela qual, acredito em permanecer na Área que me SINTO BEM,
Se já não me considerasse suficientemente desgastado pela frustração de ter pertencido ao Quadro Funcional de uma Estatal, talvez ainda reunisse forças para esta batalha, porem, continuarei focando minhas forças na minha sobrevivência digna na área privada, as possibilidades de estar sujeito a reveses de “vontades políticas” é menor e mais seguro.
Espero que “eu seja capaz de fazer, se isso for me fazer ganhar dinheiro, é isso que eu quero” também seja capaz de lhe permitir o necessário ganho de uma realização profissional, portanto, desejo a Você TODO SUCESSO POSSÍVEL.
Chloé
November 14th, 2007 at 8:59 am
4É, não adianta nada fazer o que gosta, se no fim vc não vai ter dinheiro para outras coisas que vc gosta
Ei, vc não posta mais no Xisde?
Danilo
November 16th, 2007 at 10:56 pm
5Plínio, peço desculpas por ter demorado a ver seu comentário aqui no blog. Achei que você tinha apenas respondido no Rec6, mas tem um plugin aqui que pega os comentários com links, e acha que é spam, e o seu tinha ido direto pra lá.
Hoje, dando uma revisada nos comentários spammers, encontrei o seu lá.
Abraço,
Danilo
João Carlos
November 19th, 2007 at 1:42 am
6Excelente texto.
Boa sorte!
cado.lima
November 20th, 2007 at 1:22 pm
7Concordo com em parte com você. Acho que devemos sim fazer concursos, mas não devemos abrir mão de fazer o qeu gostamos. Eu mesmo faço concurso a um bom tempo, já passei em uns, mas não deixo de fazer. E abandonar meu curso superior, nem pensar. Meu interesse mesmo é ser concursado em uma instituição federal como analista de sistemas.
Vinicius
August 28th, 2008 at 3:02 pm
8PRA MIM UM JOVEM DEVE PENSAR NO QUE ELE QUER NA VIDA E LUTAR PARA CONSIQUIR ISSO. TER UM AMPRO CONHECIMENTO, PODE AJUDAR E MUITO ESSE JOVEM A CONSIQUIR O DESEJADO, NUNCA DESSISTIR TAMBÉM É ESSENCIAL PARA SE TORNAR BEM SUCEDIDO.
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